Resolvi abrir esse weblog como forma de compartilhar algumas idéias sobre programação, que costumo pesquisar sem muita pretensão ou preciosismo nas minhas horas vagas. Como minha área de interesse é inteligencia artificial, esse tema será bastante recorrente por aqui.
O nome do blog deriva da biologia, mais especificamente da genética. Tive essa idéia quando li uma reportagem que falava que nosso DNA possui muito código “lixo”, ou ainda “inativo”, e que o tamanho do DNA não significa propriamente “complexidade” do organismo, já que há muitas plantas simples que tem sequencias de DNA maiores que o do ser humano.
Podemos fazer um paralelismo disso com o mundo dos bits e bytes, onde nem sempre códigos gigantes apresentam necessariamente comportamento complexos e vice-versa (vide os estudos sobre automatos celulares de Stephen Wolfram).
Isso inclusive nos leva a pensar se simplesmente “inflar” um software com código o fará realmente mais eficiente, ou melhor, ou mais completo, já que isso definitivamente não é o que contribui para esses atributos.
Ou então o inverso: subestimar o problema, isto é, achar que este, por ser simples, terá uma solução igualmente simples. A natureza nos mostra que não é bem por aí. Ela nos ensina que o que vale realmente é o poder de adaptação às mudanças que tal código (ou codificador) tem, já que o mundo real está em constante e ininterrupta evolução.
Fica então a dica para nós meros mortais codificadores de bits e bytes: evolução sempre, de idéias, crenças e atitudes.
E para saber mais sobre o “enigma do valor C”, vale a pena uma consulta nessa reportagem da Folha ou, ainda, sua definição na Wikipedia.
Vale também uma visita aos termos Noncoding DNA e Junk DNA, que falam sobre a parte do DNA que não faz nada de útil e da parte que é meramente lixo.